A noite corria veloz para engolir o que restava do fim da tarde e do que restava de juízo nela. Depois de uma semana vagando no deserto da saudade, sobrevivendo de lembranças e miragens, aquele colo agora era tudo o que precisava sorver, muito embora … Leia mais →
Arqvs. por Categoria: Ficção
Balada para a mais jovem de nós duas
Não espere por mim, meu amor. Jamais aplacarei a sanha do seu sorriso. Sou só um vaso rachado, sangrando terra, deixando raízes desesperadas. Há pouco ar em mim pra alimentar minha própria árvore. Não espere por mim, meu amor. Já sangrei minha inocência pelos olhos. Preciso sempre de … Leia mais →
A day in the life of a fool
Difícil dizer onde nasce o desejo. Ela estava com o coração machucado. Não com aquilo que dela ninguém pode tirar, mas com aquilo que ninguém mais pode ver. Depois que são construídos pedestais e relicários, costumam trancar a porta, e jogar a chave fora. É … Leia mais →
Literatura de março
“Ela ainda me quer, e eu quero gritar aos quatro ventos.” O pensamento durou o dia todo, e ela se sentiu novamente como uma menina que não queria ser só mulher ainda. Mais uma vez os devaneios de que alguém a ensinaria novos rumos de … Leia mais →
Sobre ela ter morrido anteontem
Para um E você acha mesmo que sonhar é bom? Ela sabe que estará só para sempre. Quantas vezes teve que acessar o reinício? Quantas vezes entregou o açoite em suas mãos? Mas não falemos tanto assim de dor. Poderíamos falar sobre quantas vezes ela … Leia mais →
Para o verão que ainda não veio
Não quer viver, não viva. Eu jamais precisaria de ratos para alimento. Sou carnívora demais para isso. Sugaria com gozo o sangue dos justos, porque não acredito em nomenclaturas tão objetivas. Acho que você não percebeu, mas eu não preciso acreditar em você. Eu não … Leia mais →
Um outro asfalto selvagem
Ela tentou ignorar. Fez o exercício do momento errado. Mas alguém já disse que o que tem que ser, tem força. E quando fechava os olhos, só via aqueles olhos cor de açaí no sol escaldante de um feriado cívico qualquer. Ela sabia, o destino … Leia mais →
Someday
E ele, que gostava tanto de correr, ficou parado ali, olhando a vida passar. E ela, que gostava tanto de falar, chorou em silêncio enquanto andava sem olhar pra trás. Grandes gotas de chuva deveriam cair naquele momento. Em cada gota uma palavra: certo, errado, … Leia mais →
O ÚLTIMO TANGO EM PARIS
Do alto do edifício, o vento forte revolvia os caracóis de seus cabelos negros. O brilho das ruas estava embaçado, as lágrimas criavam vapor em seus óculos. O mundo parecia pequeno. O tempo havia esfriado, mas não era possível sentir, em parte por seu longo … Leia mais →

Utopia
Um conto [de fadas, talvez] do lado mais insuportavelmente doce de mim, que carrega a cor insólita de uma incorrigível e irritante esperança. Sórdida esperança. Era em algum lugar entre um bairro e outro onde se pode ver o mar de todas as casas. Mais … Leia mais →