O relógio cavalgou sobre as horas do seu nome. Além dela o silêncio da inadmissível declaração dos vencidos. E dessa vez o Universo venceu a batalha com a força de um tapinha na nuca. Não houve o menor esforço para tirá-la para dançar. Seus pés … Leia mais →
Arqvs. por Categoria: Frutos-espelho
Até onde você não iria.
Seu destino sempre foi o ouro. Jamais tive dúvidas. Só cuidei pra que o sim pudesse habitar sua existência, pra que pudesse regar suas experiências. Se fui um carrasco, se fui corrosiva à sua pele de menina, se fui tão vilã assim, também foi por … Leia mais →
Fractal
Ainda desnorteada. Ainda impregnada com o cheiro do duplo que habita você me queimando a pele escoriada. Ainda tonta, trêmula, ardida da sua fome. Ainda sôfrega de tanto ceder à sua urgência. Ainda excitada demais para pedir juízo ao universo. Ainda assim. Ainda assim, penso. … Leia mais →
Bang, bang
(Ou, o texto em que escrevi a palavra não milhares de vezes) Quero me lembrar exatamente da sensação. Eu sabia que esse meu problema oftalmológico acabaria por prejudicar a minha vida em algum momento, em algum ponto. Não pode ser saudável enxergar os detalhes … Leia mais →
Sobre nosso acampamento de férias
Estamos na penúltima apresentação do intento artístico mais divertido que o Teatro Saladistar já ousou fazer até hoje, e ainda não fiz uma reflexão sobre o masaico que se formou tão incrivelmente fascinante diante dos meus olhos. Lembro que a redatora-sênior do Ratoeira Cênica, Enoe … Leia mais →
O Jardim e o Loop
Não há dúvidas. A Amanda dramaturga e a Amanda encenadora são duas pessoas distintas. Lembro-me perfeitamente da criação do último quadro d’O Jardim Secreto. Nele, ao som da música Luíza (Tom Jobim), cantada por Chico Buarque, a personagem Inês se declara em súplica para a … Leia mais →
Utopia
Um conto [de fadas, talvez] do lado mais insuportavelmente doce de mim, que carrega a cor insólita de uma incorrigível e irritante esperança. Sórdida esperança. Era em algum lugar entre um bairro e outro onde se pode ver o mar de todas as casas. Mais … Leia mais →
Realidade
Acho que a verdadeira dor que sinto é não poder amar você. Essa rejeição do meu afeto soa em meus sentidos como a obrigação de aceitar a sua morte em vida. Jamais serei boa em não guiar meus passos conforme me manda meu coração. A … Leia mais →
6.8.00
“Esse amor desumano, É humano demais. Briga, fere, queima, Mas não me deixa jamais. Quem é você, afinal? Fogo que mata a sede, Água que ferve a alma, Olhos que trazem o mal. Faz de mim pecadora, Vítima, santa, caçadora, No absinto do desejo infernal.” … Leia mais →

O Episódio 2 e eu
Talvez porque eu ame os mais velhos, como se fossem árvores. Talvez por perceber que me entristeço com a trilha escolhida por muitos que amadurecem em casca, mas não se tornam mais saborosos. Talvez porque ainda deseje tatear por alguém pra chamar de mestre. Talvez … Leia mais →