Foi uma delícia. Às vezes eu me via perdida, embevecida em sensações tão diversas ao ver aqueles seres possuírem, transformarem, transmutarem algo que outrora foi apenas meu, fruto do desespero de quem é viciada em viver o momento.
Entendi também muito sobre estar com atores que caminham em uma linha esticada entre a entrega e a fuga, dada a natureza imediatista do processo que precisa ter sempre os olhos no resultado.
Tão diferente da minha senda da vida, do meu Teatro de Grupo, da minha natureza viansatânica. No entanto, ainda assim, a Verdade que foi o nascedouro deste Jardim Secreto se mostrou maior do que qualquer apertado cronograma, e resultou no contágio digno de qualquer movimento onde há o real Encontro. Honramos o Teatro.
Não sei o quão sinceros esses seres serão para admitir, assumir, confessar o quão intrincado foi o caminho percorrido nesse tão escorregadio terreno. Para além da cena, para além dos 18 minutos em que os Anos 80 tomavam posse, eu sei o que eu vi.
Eu sei dos silêncios absurdamente densos, dos sussurros em orelhas, das risadas de prazer banhado em culpa, do surpreendente, do inesperado, das falas com destinatário oculto. Eu sei de tudo o que jamais será contado.
Selaremos agora as correntes do portão desse Jardim, e agradecerei ao Universo por tudo o que experimentamos, ébrios da profusão de sensações que permitimos brotar de nossos mais recônditos desejos de devassidão.
Posso ser bem radical quando se trata do meu sacerdócio. Meu suor é feito de veneno viansatãnico. Não é por dinheiro, não é por moda, não é por profissão. Já se misturou a mim no nível celular, molecular, atômico. Não há que se entender nada os forasteiros, não me interessa os olhos esbugalhados de quem […]
Lumus, nosso primeiro espetáculo, será um daqueles marcos históricos que já nos são tão peculiares, e nem por isso menos grandioso. Após mais de 2 anos juntos, completaremos um ciclo, que se iniciou no ano passado e todas as perguntas filosóficas que nos impomos, e todas as respostas religiosas que obtemos. Lumus será a chegada […]
Estamos na penúltima apresentação do intento artístico mais divertido que o Teatro Saladistar já ousou fazer até hoje, e ainda não fiz uma reflexão sobre …
Na última quinta-feira estreou o espetáculo Vestir os Nus, texto do italiano Luigi Pirandello, adaptado pelo meu querido Hayaldo Copque. Este é o trabalho de …
O último gole na festa do Jardim
Foi uma delícia. Às vezes eu me via perdida, embevecida em sensações tão diversas ao ver aqueles seres possuírem, transformarem, transmutarem algo que outrora foi apenas meu, fruto do desespero de quem é viciada em viver o momento.
Entendi também muito sobre estar com atores que caminham em uma linha esticada entre a entrega e a fuga, dada a natureza imediatista do processo que precisa ter sempre os olhos no resultado.
Tão diferente da minha senda da vida, do meu Teatro de Grupo, da minha natureza viansatânica. No entanto, ainda assim, a Verdade que foi o nascedouro deste Jardim Secreto se mostrou maior do que qualquer apertado cronograma, e resultou no contágio digno de qualquer movimento onde há o real Encontro. Honramos o Teatro.
Não sei o quão sinceros esses seres serão para admitir, assumir, confessar o quão intrincado foi o caminho percorrido nesse tão escorregadio terreno. Para além da cena, para além dos 18 minutos em que os Anos 80 tomavam posse, eu sei o que eu vi.
Eu sei dos silêncios absurdamente densos, dos sussurros em orelhas, das risadas de prazer banhado em culpa, do surpreendente, do inesperado, das falas com destinatário oculto. Eu sei de tudo o que jamais será contado.
Selaremos agora as correntes do portão desse Jardim, e agradecerei ao Universo por tudo o que experimentamos, ébrios da profusão de sensações que permitimos brotar de nossos mais recônditos desejos de devassidão.
E não haverá ressaca. Não haverá.
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Do Caos, meu tumblr
05/18/12
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Curvilínea (Publicado com o Instagram)
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Que saia pela boca aquilo que é sujo porque é santo.
Théâtre des Vampires: CUPRUM (by TeatroSaladistar)
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