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	<title>Topo do Vento</title>
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	<description>O vento traz mudanças...</description>
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		<title>Hierofania 1302</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Feb 2012 01:53:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Victor Dimondes</dc:creator>
				<category><![CDATA[DiMinsões]]></category>

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		<description><![CDATA[... aquele abajur vai estourar em fogo pagão...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O mundo gira e gira. Assim como seus olhos que não param de ver.</p>
<p>Como cheguei aqui?</p>
<p>Como acabei encontrando a ponta de seus dedos no meio de meu caminho?</p>
<p>Como peguei em sua mão, e aceitei ser levado pela vida?</p>
<p>Eu sabia que meu coração estaria bem guardado ao seu lado.</p>
<p>Transformei as batidas tristes e tediosas das musiquinhas indie que ouvia em rock and roll quando você me mostrou o peso dessa poção chamada vida.</p>
<p>E nas minhas lembranças, aquele abajur vai estourar em fogo pagão, lembrando do que criamos naquele quarto de confissões, filmes, poesias, delírios, cigarros e martines.</p>
<p>Hierofania.</p>
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		<title>Para a Senhora Raposa</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Feb 2012 03:17:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Victor Dimondes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ficções Confessas]]></category>

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		<description><![CDATA[Linda Raposa, É tão bom ser responsável por algo. Não reconhecia os prazeres de alimentar flores e sonhos, de cuidar de planetas e coisas. Ser responsável é algo inexplicável, e eu por tanto tempo evitei isso&#8230; Por que? Não sei Raposa. Talvez por achar que o que criamos deveria andar sozinho, se cuidar, se banhar. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Linda Raposa,</p>
<p>É tão bom ser responsável por algo. Não reconhecia os prazeres de alimentar flores e sonhos, de cuidar de planetas e coisas. Ser responsável é algo inexplicável, e eu por tanto tempo evitei isso&#8230;</p>
<p>Por que? Não sei Raposa. Talvez por achar que o que criamos deveria andar sozinho, se cuidar, se banhar. Ou talvez por achar que eu ainda era criatura, e não criador. Ou mesmo por acreditar que sorrir depende apenas do sorrir&#8230; a agora acho que não Raposa. Acho que sorrimos por que somos responsáveis por algo, por que podemos e sabemos e amamos cuidar tanto ou mais do que sermos cuidados.</p>
<p>Nenhum sorriso é de graça. E durante muito tempo pensei que isso era cruel. Mas é como me falou um moço de teatro uma vez: &#8220;há crueldade até no cheiro de uma rosa&#8221;. Cuidar é tão ou mais cruel do que açoitar, amar é tão ou mais violento do que matar, sorrir é tão ou mais brutal do que odiar.</p>
<p>É necessário mais força para ser inteiro do que força para se mutilar.</p>
<p>Perdão Raposa. Talvez essa carta esteja ficando forte demais&#8230;</p>
<p>Mas queria que a senhora me respondesse como ser responsável por aquele que eu cativo. E um dia sei que você vai me responder.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Serpente</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Feb 2012 00:55:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Victor Dimondes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Toques Noturnos]]></category>

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		<description><![CDATA[O veneno é água do beijo da serpente.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Meus pais são terra onde cresci. Terra também vou ser.</p>
<p>A serpente se arrasta em minhas raizes, se queima de sol em meu pedaço de terra, faz amor em minha seiva, faz casa em minha veia.</p>
<p>O veneno é água do beijo da serpente. Alimentada, todas as tardes sou amada.</p>
<p>A serpente sai rumo ao mundo resto. Minhas raizes são meu mundo.</p>
<p>Meus pais são a terra onde cresci. Terra também vou ser. Serpente sempre será serpente em mim.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Lambada de Serpente (Djavan)</p>
<div id="div_letra">
<p>Cuidá dum pé de milho<br />
Que demora na semente<br />
Meu pai disse meu filho, noite fria, tempo quente</p>
<p>Lambada de serpente<br />
A traição me enfeitiçou<br />
Quem tem amor ausente já viveu a minha dor</p>
<p>No chão da minha terra<br />
Um lamento de corrente<br />
Um grão de pé de guerra<br />
Pra colher dente por dente</p>
<p>Lambada de serpente<br />
A traição me enfeitiçou<br />
Quem tem amor ausente já viveu a minha dor</p>
</div>
]]></content:encoded>
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		<title>Caminho</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Feb 2012 20:05:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Victor Dimondes</dc:creator>
				<category><![CDATA[DiMinsões]]></category>

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		<description><![CDATA[Reconheço que a verdade e a disciplina não são fáceis.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Criar tem haver com capacidade e incapacidade. Os opostos dançam e testam o criador, e o equilíbrio entre satisfação e o oposto deve ser o suficiente. Prazer e dor sempre estão lá, aliá-los é um tipo de desafio quando crio.</p>
<p>No final é fazer de algo uno. É ser uno com o universo que se trata a busca.</p>
<p>Aprendi a respeitar o caos além de vivê-lo.</p>
<p>O que criar afinal? Verbalizar o impossível, possibilitar o indizível, e viver o que deve ser transmitido. Há um caminho.</p>
<p>Reconheço que a verdade e a disciplina não são fáceis. Cuidar da cria menos ainda. Mas é isso o que faço e é nisso que acredito. Nós nascemos para criar.</p>
<p>A minha mais profunda angustia é que eu não sei onde vou parar. Não há um porto seguro, não há garantias, não há certezas. E por mais que seja dessa forma, reparo que eu caço esse estado o tempo todo. E sei por que: Quero provar que posso superá-lo.</p>
<p>Porém estou um pouco mais velho agora, e desejo fazer algo diferente. Não vou tentar provar nada a mim mesmo. Há um caminho, e percorrê-lo é suficiente.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Eu não sei passar</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Jan 2012 20:48:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Victor Dimondes</dc:creator>
				<category><![CDATA[DiMinsões]]></category>

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		<description><![CDATA[Sei que muitas das estrelas que vemos também não existem, ao menos não mais. Mas podemos vê-las, cantá-las, gozá-las.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se desperdiça tanto tempo não aproveitando a vida, gastando chama e cera em plena luz do dia.</p>
<p>Tanto desejo jogado no lixo, tesão suficiente para se ficar grávido de um país todo, de um futuro com vista para o mar e um bom violão e um bom vinho.</p>
<p>Desgostar é tão ruim, tão amargo. Desgostar é um pesadelo em forma de novelo de lã cor de coisa sem graça, que vamos usando para marcar o caminho e não nos perder num labirinto, sendo que esse labirinto nem existe.</p>
<p>Sei que muitas das estrelas que vemos também não existem, ao menos não mais. Mas podemos vê-las, cantá-las, gozá-las.</p>
<p>Estrelas são referências, códigos, guias. Estrelas são apenas estrelas, estrelas são memórias. Quero ficar mais aqui nesse coração, pois eu não quero ser pessoa cometa.</p>
<p>Eu não sei passar.</p>
<p>_____</p>
<p>Evaporar (Little Joy)</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=IWXTisH11-Y">http://www.youtube.com/watch?v=IWXTisH11-Y</a></p>
<p>Tempo a gente tem<br />
Quanto a gente dá<br />
Corre o que correr<br />
Custa o que custar</p>
<p>Tempo a gente dá<br />
Quanto a gente tem<br />
Custa o que correr<br />
Corre o que custar</p>
<p>O tempo que eu perdi<br />
Só agora eu sei<br />
Aprender a dar<br />
Foi o que ganhei</p>
<p>E ando ainda atrás<br />
Desse tempo ter<br />
Pude não correr<br />
Dele me encontrar</p>
<p>Ahh não se mexeu<br />
Beija-flor no ar</p>
<p>O rio fica lá<br />
A água é que correu<br />
Chega na maré<br />
Ele vira mar</p>
<p>Como se morrer<br />
Fosse desaguar<br />
Derramar no céu<br />
Se purificar</p>
<p>Ahh deixa pra trás<br />
Sais e minerais, evaporar!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Aleluia</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Jan 2012 03:11:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Victor Dimondes</dc:creator>
				<category><![CDATA[DiMinsões]]></category>

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		<description><![CDATA[Me disseram uma vez que não se pode agradecer à sua mãe por ter te parido.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Me disseram uma vez que não se pode agradecer à sua mãe por ter te parido. Existem coisas que deixam um &#8220;obrigado&#8221; inútil, mas mesmo assim estou escrevendo um texto de agradecimento, pois agradecer é só uma forma de expressão, uma forma de comunicar algo que transborda.</p>
<p>O ano de 2011 começou muito ruim. Quem me conhece de perto sabe que sou imaturo, que gosto de chamar atenção, que sou vaidoso e que responsabilizo outros pelas merdas que faço, uma vez que não me vejo ou ajo como adulto. Meus principais amigos tiveram que lidar com esse lado, e quase mandei anos de relacionamento pelos ares.</p>
<p>Se não fosse a sabedoria deles eu de fato estaria amargando uma solidão insuportável. Não sou de falar muito sobre meus defeitos, detestaria mostrá-los a qualquer um, mas eles existem. Meus amigos me alertaram sobre o pior de mim, e continuaram comigo. Não há ninguém mais idiota do que aquele que não conhece os próprios defeitos ou que faz uso de falsa humildade.</p>
<p>Realmente sou grato por ter vocês, espero que leiam esse texto e entendam quem são nessa história que conto. Não sou santo, não sou zen, não sou um garoto. Sou um homem com defeitos e virtudes e fico feliz de ter com quem dividir isso tudo. Não sou escravo, não sou vítima, não sou fraco. Por anos me vi como alguém perseguido, talvez por esse imenso complexo de nerd de filme norte-americano que tenho. A televisão não me fez bem em muitos sentidos, fiquei tanto tempo sonhando atrás de sua tela brilhante que não via a realidade.</p>
<p>No ano de 2011 fiz trabalhos fantásticos no teatro, dirigi minha primeira peça com um elenco maravilhoso, desenhei tiras e mais tarde uma <em>graphic novel</em>inteira e finalmente fiz meu TCC e pude ter a chance de me formar em Licenciatura em Teatro. Nada disso foi possível sozinho, e espero que as pessoas tenham consciência que ter outro ao seu lado é essencial. Fazer demagogia com isso é fácil mas, na moral, é a pura verdade.</p>
<p>Desejo cada pessoa que está comigo. Espero que continuem a me desejar. A palavra &#8220;obrigado&#8221; não lhes faz jus. Eu tenho 26 anos, e espero mesmo poder viver mais quarenta ao lado de vocês. Ou mesmo uma vida inteira.</p>
<p>Eu me conheço.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Indulgência ao discarado</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Jan 2012 11:56:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Victor Dimondes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ficções Confessas]]></category>

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		<description><![CDATA[Olha menina, você merece mais.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olha menina, você merece mais. Eu me visto com essa camisa preta, uso esses óculos, vivo com livros na mão mas é tudo mentira. Eu sou um discarado.</p>
<p>Não posso dizer que sou homem, nem mulher nem bicha. Sou discarado. E você merece mais.</p>
<p>Todo mundo quer alguém que chegue lá fundo ou ir lá fundo em alguém, não somente no sexo como também no coração.</p>
<p>Meu coração não tem fundo meu bem. Sou um pires que transborda até com uma olhada acidental, e você não pode ir muito longe em mim.</p>
<p>Eu sou barato, e você merece mais. Merece um homem capaz de alcançar tudo o que você tem por dentro. E eu não posso fazer isso, pois além de quase não ter coração também não sou tão bom assim de cama.</p>
<p>Mas se você quiser, mesmo desse jeito assim, errado como sou, vir comigo essa noite, aviso que sou um discarado leal. Só essa noite, deixa eu te usar, e me use do jeito que quiser. Ruim ou bom, do jeito que for, vamos nos usar.</p>
<p>Por que no fim meu bem, o que vale não é quem eu sou, ou quem você é. No fim o que vai valer é o encontro. E eu quero te encontrar do jeito que você for.</p>
<p>Nota do autor: Eu não gosto da palavra descarado. Discarado é bem melhor.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Sono</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Jan 2012 02:55:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Victor Dimondes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Garganta]]></category>

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		<description><![CDATA[O sono chega sorrateiro e pesado. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando a procurava em minha mente via seus olhos em mim. Vivi durante tempos vendo a mim mesmo dentro de sua alma.</p>
<p>Hoje vejo outro, outros, outras, e não sou mais centro do mundo. Hoje quero te conhecer, e vejo que mal me conheço, que mal me conhecem, que mal os conheço.</p>
<p>O sono chega sorrateiro e pesado. Sou alvejado por sonos sem sonho, lembranças escondidas em vagões de trem que rumam a um destino incerto.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Emulador</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Jan 2012 10:09:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Victor Dimondes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ficções Confessas]]></category>
		<category><![CDATA[Sandices e Despautérios]]></category>

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		<description><![CDATA[Jovem é assassinado pelo seu Playstation.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Jovem é assassinado pelo seu Playstation. Depois de sufocá-lo com seus controles Dual-Shock, o console tentou o suicídio ingerindo farta dose de jogos de esporte e novos King of Fighters.</p>
<p>Desintóxicado e ainda no leito de uma loja de games de Brotas, o 128 bits confessou os motivos que o levaram a cometer tal barbaridade.</p>
<p>&#8220;Há anos que o vejo de frete com computadores, notebooks, com o Nintendo Wii, com o Xbox, e até com meu filho, o três&#8221;.</p>
<p>A Sony não se manifestou sobre o assunto. Os pais do jovem estão incosoláveis.</p>
<p>&#8220;Sempre disse para meu filho se afastar desse mundo. Só queria saber de jogos, controles, tecnologia. Essas coisas de Internet matam, esses videogames são tudo gente ruim, gente vagabunda, sem coração, filhos de chocadeira&#8221;, declarou a mãe do rapaz.</p>
<p>Amigo do jovem morto, D.B.Z., 20 anos, está triste. Porém, defende seu relacionamento com a tecnologia.</p>
<p>&#8220;Estou feliz com meus relacionamentos atuais. Nenhum dos meus jogos me causa problema, e todos têm consciência de que um dia estarão na gaveta. Mas sempre vou dar uma jogadinha&#8230;&#8221; falou D.B.Z. com um sorrisinho maroto diante de um verdadeiro harém geek com consoles da Sony, Nintendo, Sega, SNK e outros.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O pequeno monstro na memória do velho solitário</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Jan 2012 01:26:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Victor Dimondes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ficções Confessas]]></category>

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		<description><![CDATA[Mas memórias ruins são como coisas que se engancham atrás de você.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nada no e-mail. Achei que alguém tinha batido na porta. Não era ninguém.</p>
<p>Nenhuma mensagem no celular. Vi os corredores de casa na esperança de encontrar algum fantasma. Eles não existem.</p>
<p>Vejo quem o café na caneca reflete. A pessoa lá dentro não responde nenhuma das minhas perguntas.</p>
<p>Coloco a cabeça fora da janela. Em cima de mim há o céu que me cerca. Nem ao menos deixa um eco como troco dos gritos que dou para dentro.</p>
<p>Mesmo assim, mesmo assim, ainda tenho o suficiente. Coloco minha calça, minha camisa e meu chapéu para cobrir a calvice. O apartamento foi fechado à vácuo assim que bati a porta, fazendo dele reduto opressor de lembranças silênciosas.</p>
<p>Mas memórias ruins são como coisas que se engancham atrás de você. Eu tinha uns 5 anos, talvez um pouco mais. Meus colegas me pertubavam por achar que eu e ela estavamos namorando.</p>
<p>Impossível. Ela era estranha. Tinha imensos óculos fundo de garrafa, dentuça, cabelo cacheado, revoltado e era alta demais para a idade. Idiotas, era só minha amiga.</p>
<p>Ela um dia me entregou uma carta. &#8220;Sei que os outros falam que namoramos. Mas somos amigos, e gosto muito de ser sua amiga&#8221;.</p>
<p>Eu amassei a carta e joguei no lixo. Me afastei, evitei, virei o rosto, fiquei em silêncio, sentia os olhos dela bem atrás de mim até conseguir que ela se perdesse entre os milhares de garotos e garotas dos corredores.</p>
<p>Entre milhares é que eu estou hoje, mais um rosto em um homem qualquer. Um rosto adulto.</p>
<p>Sentado em um banco no parque, vejo o vento remexendo papéis nas latas de lixo. Quantas cartas eu amassei até chegar onde estou?</p>
<p>E o que importam os números. Fiz o que fiz.</p>
<p><a href="http://teatrosaladistar.com/diomondes/wp-content/uploads/2012/01/velho_em_banco.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-715" title="velho_em_banco" src="http://teatrosaladistar.com/diomondes/wp-content/uploads/2012/01/velho_em_banco-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a></p>
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