Luigi Pareyson e eu

Os Problemas da Estética

Ai, esse italiano e eu não nos desgarramos mais. Cada vez mais íntimos, mesmo com as dificuldades típicas da minha desordenada condição de vinho-novo, ele sussurra seus segredos para que eu verta minha dissertação, adicionando mais à poção que um santo-velho-louco me incumbiu de preparar. Dá medo. E eu gosto.

 

P.S. Tenho a impressão de vou falar muito sobre isso nos próximos dias.

A foto de Victor Diomondes.

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1 resposta »

  1. Enoe disse:

    Estou eu pesquisando para escrever meu trabalho de Estética e o que eu encontro no google? O link para o seu Grimório!! Pareyson é esclarecedor! Aliás, já que estou aqui, obrigada pelo livro emprestado!! Bjin.

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Marcado em sangue

Posso ser bem radical quando se trata do meu sacerdócio. Meu suor é feito de veneno viansatãnico. Não é por dinheiro, não é por moda, não é por profissão. Já se misturou a mim no nível celular, molecular, atômico. Não há que se entender nada os forasteiros, não me interessa os olhos esbugalhados de quem não experimenta a si mesmo nessa senda que escolhi. Importa pra mim apenas os que bebem da mesma Vontade, e esses são 10.

Daquilo que é insidioso

Ensaio Viansatã por Izabella Valverde Março 2012

Lumus, nosso primeiro espetáculo, será um daqueles marcos históricos que já nos são tão peculiares, e nem por isso menos grandioso. Após mais de 2 anos juntos, completaremos um ciclo, que se iniciou no ano passado e todas as perguntas filosóficas que nos impomos, e todas as respostas religiosas que obtemos. Lumus será a chegada da maturidade.

Com esse espetáculo inauguramos também uma forma nova de produzir nossos intentos: o arco. Porque o processo artístico viansatânico é sagrado. O que encontramos quando vamos à procura de um novo limiar, pois é nas bordas dos precipícios que mora tudo o que dividimos com o mundo, é tão cruelmente importante quanto o momento em que tudo se revela carne. Leia o texto completo »

Quilici e Alquimia em Artaud (ou, eu te quero, Quilici!)

VIANSATÃ CONFISSÃO por Izabella Valverde (17)

“As referências à alquimia e ao pensamento hermético são especialmente importantes para compreendermos certos aspectos da transformação orgânica proposta por Artaud.

Leia o texto completo »

Luigi Pareyson e eu

Os Problemas da Estética

Ai, esse italiano e eu não nos desgarramos mais. Cada vez mais íntimos, mesmo com as dificuldades típicas da minha desordenada condição de vinho-novo, ele sussurra seus segredos para que eu verta minha dissertação, adicionando mais à poção que um santo-velho-louco me incumbiu de preparar. Dá medo. E eu gosto.

 

P.S. Tenho a impressão de vou falar muito sobre isso nos próximos dias.

A foto de Victor Diomondes.

Sobre ansiedade

Alice

Não temos pressa. Andamos devagar para chegar mais longe.

Enquanto isso na Saladistar

JS Bastidores (3)

O Núcleo Viansatã vai bem, obrigada. Estamos em fase de estudos teóricos, após um longuíssimo período muito dedicado ao fazer prático.

Enquanto isso, o Teatro Saladistar está em seu ‘acampamento de férias’, com um projeto em parceria com A Escola de Teatro da UFBA, mais precisamente com o Projeto Ato de 4.

Trata-se da remontagem em quatro versões de um texto que escrevi e montei em 2006, chamado O Jardim Secreto. No Caleidoscópio do Éden e no Ratoeira Cênica muito pode ser encontrado a respeito desse intento artístico.

Mas o que eu gostaria mesmo é de republicar um texto que escrevi hoje, fresquinho, sobre minha experiência nesse projeto. Trata-se de uma quase crônica, uma reflexão. Leia o texto completo »

O que o Viansatã anda fazendo?

SH (800x529)

Aslan Grotowski Caetano Trotta Dudjerovic  Lichte-Ficher Schechner Maia Artaud Eliade Bornheim Barone Cornago Fernandes Hackler Phelan Picon-Valin Lehmann Virmaux Pareyson Fischer Bédier Quilici Salles Roubine Mnouchkine Barba Coelho Cohen Pavis Brook Brown Marfuz Carlson Rice Wisnik Bürger Stein Pignatari Eco Mendes

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Temporada de Estudos Teóricos do Núcleo Viansatã de Investigação Cênica – Ano 1

Exigia convite

Cartão Armand

“Houve murmúrios na platéia. Era a Morte, em pé frente à platéia, a foice erguida: a Morte na orla de uma floresta escura. E algo em mim reagia como o público, não com medo, mas de modo humano, à magia daquele frágil cenário, ao mistério do mundo ali mostrado, o mundo no qual aquele vulto se movia com seu manto negro e revolto, mostrando-se ao público com a graça de uma imensa pantera e provocando aqueles suspiros, aqueles sussurros e aqueles murmúrios reverentes.”

Rice, Anne. Entrevista com o Vampiro. Rio de Janeiro, Rocco: 1992. p. 202 

Mnouchkine e o tempo presente

Tempo que flui

Ariane Mnouchkine, minha musa encenadora, coloca o tempo presente no teatro na direção que desejamos seguir em nossa poética, para atender à inspiração artaudiana. Atuar no presente é uma das tarefas mais árduas que se apresenta ao ator. Leia o texto completo »

Dez dias

tutankamon

Ontem terminei a dramaturgia do 2o Experimento do Viansatã. O primeiro do nosso Ano 2. Na verdade, um roteiro de encenação para as confissões criadas pelos atuantes. Tenho duas sensações distintas dançando um tango dos infernos.

Leia o texto completo »

Le sang

linha de sangue

Aqueles que sentirão conosco agora terão do círculo a perspectiva do ponto central. Os sete girarão três vezes até espiralar, dissolvendo a distância que pretensamente foi feita para proteger.

Vejo raiva e fragilidade cantarem harmonicamente. Vejo sensações que se sucedem. Rastejam gargalham, gritam, sussurram, choram, escarnecem. Ouço uma oração que se comporta como melodia triste, que enche o lugar, e faz vibrar as paredes.

O som em código ricocheteia no concreto onde estão os altares. Sete santos procuram seu lugar e pintam imagens em absoluto silêncio. Fundem-se em si mesmos como monumentos de cripta que espreitam os vivos. Só a respiração, cada vez mais pesada, corta o silêncio sepulcral.

O desatino dos tempos verbais

K5.4BApollon

Sete espreitam os desavisados em um corredor trançado de veias vermelhas. É hora de buscar caminhos e o sangue traçará o mapa. Da primeira vez tratava-se de nós. De criar um nós. Tratava-se de tomar um copo de magia antiga e nova. Agora o desafio é perder-se para Ver.

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Finalmente Bali chegou

Teatro de Bali

Tenho um segredo. Desde que comecei a estudar verdadeiramente Artaud, em 2009, li o livro ‘O Teatro e seu Duplo’ enúmeras vezes. Chamo-o de ‘A Bíblia Vermelha’. No entanto, sempre pulei um capítulo.

Leia o texto completo »

Portos Cinzentos

Torres Brancas e Portos Cinzentos

Ao que parece, vem vindo uma imensa tempestade. É bem clara a sua presença no horizonte, embora ainda não observada.

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Ouvindo música de óculos escuros

Oliva

Então me responda. Se todos os músicos são profissionais, se todos têm suas partituras e dominam tanto seus instrumentos, por que existe o Regente?

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