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	<title>Grimório</title>
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	<description>Escritos, poções, maldições, enlaces, sacerdócio, encantamentos. O livro do cruel caminho da encenadora do Viansatã.</description>
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		<title>Marcado em sangue</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Apr 2012 03:37:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Amanda Maia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Para o Viansatã]]></category>
		<category><![CDATA[Viansatã]]></category>

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		<description><![CDATA[Posso ser bem radical quando se trata do meu sacerdócio. Meu suor é feito de veneno viansatãnico. Não é por dinheiro, não é por moda, não é por profissão. Já se misturou a mim no nível celular, molecular, atômico. Não há que se entender nada os forasteiros, não me interessa os olhos esbugalhados de quem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://teatrosaladistar.com/grimorio/wp-content/uploads/2012/04/DSC_0440.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-393" title="NÚCLEO EM CAICHOEIRA" src="http://teatrosaladistar.com/grimorio/wp-content/uploads/2012/04/DSC_0440.jpg" alt="" width="521" height="768" /></a></p>
<p>Posso ser bem radical quando se trata do meu sacerdócio. Meu suor é feito de veneno viansatãnico. Não é por dinheiro, não é por moda, não é por profissão. Já se misturou a mim no nível celular, molecular, atômico. Não há que se entender nada os forasteiros, não me interessa os olhos esbugalhados de quem não experimenta a si mesmo nessa senda que escolhi. Importa pra mim apenas os que bebem da mesma Vontade, e esses são 10.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Daquilo que é insidioso</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Apr 2012 20:55:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Amanda Maia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Baker Street 221B]]></category>
		<category><![CDATA[Para o Viansatã]]></category>
		<category><![CDATA[Arco]]></category>
		<category><![CDATA[Bang Bang]]></category>
		<category><![CDATA[Cuprum]]></category>
		<category><![CDATA[Lumus]]></category>
		<category><![CDATA[Nancy Sinatra]]></category>
		<category><![CDATA[Théâtre des Vampires: Cuprum]]></category>

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		<description><![CDATA[Lumus, nosso primeiro espetáculo, será um daqueles marcos históricos que já nos são tão peculiares, e nem por isso menos grandioso. Após mais de 2 anos juntos, completaremos um ciclo, que se iniciou no ano passado e todas as perguntas filosóficas que nos impomos, e todas as respostas religiosas que obtemos. Lumus será a chegada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://teatrosaladistar.com/grimorio/wp-content/uploads/2012/04/NÚCLEO-Mar-13-2012-85.jpg"><img class="alignnone  wp-image-389" title="NÚCLEO Mar 13 2012 (85)" src="http://teatrosaladistar.com/grimorio/wp-content/uploads/2012/04/NÚCLEO-Mar-13-2012-85.jpg" alt="Ensaio Viansatã por Izabella Valverde Março 2012" width="691" height="461" /></a></p>
<p>Lumus, nosso primeiro espetáculo, será um daqueles marcos históricos que já nos são tão peculiares, e nem por isso menos grandioso. Após mais de 2 anos juntos, completaremos um ciclo, que se iniciou no ano passado e todas as perguntas filosóficas que nos impomos, e todas as respostas religiosas que obtemos. Lumus será a chegada da maturidade.</p>
<p>Com esse espetáculo inauguramos também uma forma nova de produzir nossos intentos: o arco. Porque o processo artístico viansatânico é sagrado. O que encontramos quando vamos à procura de um novo limiar, pois é nas bordas dos precipícios que mora tudo o que dividimos com o mundo, é tão cruelmente importante quanto o momento em que tudo se revela carne.<span id="more-388"></span></p>
<p>Assim, como Lumus trata de lampejos de luz na escuridão da vida cotidiana, nosso processo aborda o que conduz, o que liga a energia luminosa à fonte. Daí foi nomeado o nosso terceiro experimento, que tratará da criação do universo do espetáculo: Cuprum. <strong>Théâtre des Vampires: Cuprum</strong>.</p>
<p>É aqui que o Núcleo Viansatã se encontra agora. No arco Cuprum-Lumus.</p>
<p>E quando penso nesse tal universo que estamos criando, esse tão novo e alimentado de um passado imaginado e absolutamente desconhecido, me vem muito à cabeça uma música de Nancy Sinatra, Bang Bang. Ao que parece, estamos mesmo saindo do campo para experimentar o limo das velhas cidades, com suas velhas histórias, com seus fantasmas silenciosos, com suas histórias de amor perdido.</p>
<p>É isso.</p>
<p>Bang, bang.</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/U2LAdyE8lEU?rel=0" frameborder="0" width="480" height="360"></iframe></p>
<p>___________</p>
<p>A foto é de Izabella Valverde, nossos olhos. Nela, um dia de março em que adentramos a seara do desejo para a construção de nosso mais novo intento.</p>
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		<title>Quilici e Alquimia em Artaud (ou, eu te quero, Quilici!)</title>
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		<pubDate>Sat, 11 Feb 2012 20:33:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Amanda Maia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Baker Street 221B]]></category>
		<category><![CDATA[Alegoria]]></category>
		<category><![CDATA[Alquimia]]></category>
		<category><![CDATA[Antonin Artaud]]></category>
		<category><![CDATA[Cassiano Sidow Quilici]]></category>
		<category><![CDATA[Matéria Prima]]></category>
		<category><![CDATA[Pensamento Hermético]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;As referências à alquimia e ao pensamento hermético são especialmente importantes para compreendermos certos aspectos da transformação orgânica proposta por Artaud. Na perspectiva de certos intérpretes, a função principal da alquimia não era a de transformar metais em ouro. As complexas alegorias e símbolos referentes a este processo designariam, fundamentalmente, o percurso iniciático do próprio [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://teatrosaladistar.com/grimorio/wp-content/uploads/2012/02/VIANSAT-CONFISSO-por-Izabella-Valverde-17.jpg"><img title="VIANSATÃ CONFISSÃO por Izabella Valverde (17)" src="http://teatrosaladistar.com/grimorio/wp-content/uploads/2012/02/VIANSAT-CONFISSO-por-Izabella-Valverde-17_thumb.jpg" alt="VIANSATÃ CONFISSÃO por Izabella Valverde (17)" width="306" height="461" align="left" border="0" /></a></p>
<p>&#8220;As referências à alquimia e ao pensamento hermético são especialmente importantes para compreendermos certos aspectos da transformação orgânica proposta por Artaud.</p>
<p><span id="more-371"></span>Na perspectiva de certos intérpretes, a função principal da alquimia não era a de transformar metais em ouro. As complexas alegorias e símbolos referentes a este processo designariam, fundamentalmente, o percurso iniciático do próprio alquimista. Trabalhar substâncias da natureza, como os metais, significava também trabalhar sobre os próprios estados físicos e mentais. Este paralelismo se baseava na ideia de que a matéria encontrada na natureza e o corpo psico-somático do homem eram modificações de uma mesma “substância primordial”, ou <em>matéria prima. </em>Por isso, no discurso alquímico, as operações realizads sobre os metais podem ser lidas também como “símbolos” de operações realizadas sobre o corpo-mente.”</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>QUILICI, Cassiano. <strong>O Teatro e a Ação Ritual. </strong>In: Antonin Artaud – Teatro e Ritual. São Paulo: Annablume, 2004. P. 52.</p>
<p><span style="font-size: x-small;">Na foto de Izabella Valverde, o atuante Ângelo Pinheiro em simbiose com Marco Antônio, seu personagem de pesquisa, no 2º experimento do Núcleo Viansatã (Théâtre des Vampires: Confissão) em Julho de 2011.</span></p>
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		<title>Luigi Pareyson e eu</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Oct 2011 02:22:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Amanda Maia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Baker Street 221B]]></category>
		<category><![CDATA[Dissertação]]></category>
		<category><![CDATA[Luigi Pareyson]]></category>
		<category><![CDATA[Mestrado]]></category>
		<category><![CDATA[Os problemas da Estética]]></category>

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		<description><![CDATA[Ai, esse italiano e eu não nos desgarramos mais. Cada vez mais íntimos, mesmo com as dificuldades típicas da minha desordenada condição de vinho-novo, ele sussurra seus segredos para que eu verta minha dissertação, adicionando mais à poção que um santo-velho-louco me incumbiu de preparar. Dá medo. E eu gosto. &#160; P.S. Tenho a impressão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://teatrosaladistar.com/grimorio/wp-content/uploads/2011/10/Os-Problemas-da-Esttica.jpg"><img style="background-image: none; border-right-width: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; padding-top: 0px" title="Os Problemas da Estética" border="0" alt="Os Problemas da Estética" src="http://teatrosaladistar.com/grimorio/wp-content/uploads/2011/10/Os-Problemas-da-Esttica_thumb.jpg" width="615" height="461" /></a></p>
<p>Ai, esse italiano e eu não nos desgarramos mais. Cada vez mais íntimos, mesmo com as dificuldades típicas da minha desordenada condição de vinho-novo, ele sussurra seus segredos para que eu verta minha dissertação, adicionando mais à poção que um santo-velho-louco me incumbiu de preparar. Dá medo. E eu gosto.</p>
<p>&#160;</p>
<p><em>P.S. Tenho a impressão de vou falar muito sobre isso nos próximos dias.</em></p>
<p><em>A foto de Victor Diomondes.</em></p>
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		<title>Sobre ansiedade</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Sep 2011 01:53:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Amanda Maia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Osso em ouro]]></category>
		<category><![CDATA[Aprendizado]]></category>
		<category><![CDATA[Processo]]></category>
		<category><![CDATA[Tempo]]></category>

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		<description><![CDATA[Não temos pressa. Andamos devagar para chegar mais longe.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://teatrosaladistar.com/grimorio/wp-content/uploads/2011/10/Alice.jpg"><img style="background-image: none; border-right-width: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; padding-top: 0px" title="Alice" border="0" alt="Alice" src="http://teatrosaladistar.com/grimorio/wp-content/uploads/2011/10/Alice_thumb.jpg" width="1079" height="720" /></a></p>
<p>Não temos pressa. Andamos devagar para chegar mais longe.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Enquanto isso na Saladistar</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Aug 2011 17:37:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Amanda Maia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Osso em ouro]]></category>
		<category><![CDATA[O Jardim Secreto]]></category>

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		<description><![CDATA[O Núcleo Viansatã vai bem, obrigada. Estamos em fase de estudos teóricos, após um longuíssimo período muito dedicado ao fazer prático. Enquanto isso, o Teatro Saladistar está em seu ‘acampamento de férias’, com um projeto em parceria com A Escola de Teatro da UFBA, mais precisamente com o Projeto Ato de 4. Trata-se da remontagem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://teatrosaladistar.com/grimorio/wp-content/uploads/2011/08/JS-Bastidores-3.jpg"><img style="background-image: none; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; padding-top: 0px; border-width: 0px;" title="JS Bastidores (3)" src="http://teatrosaladistar.com/grimorio/wp-content/uploads/2011/08/JS-Bastidores-3_thumb.jpg" alt="JS Bastidores (3)" width="378" height="571" border="0" /></a></p>
<p>O Núcleo Viansatã vai bem, obrigada. Estamos em fase de estudos teóricos, após um longuíssimo período muito dedicado ao fazer prático.</p>
<p>Enquanto isso, o Teatro Saladistar está em seu ‘acampamento de férias’, com um projeto em parceria com A Escola de Teatro da UFBA, mais precisamente com o Projeto Ato de 4.</p>
<p>Trata-se da remontagem em quatro versões de um texto que escrevi e montei em 2006, chamado O Jardim Secreto. No <a href="http://www.teatrosaladistar.com/amamaia" target="_blank">Caleidoscópio do Éden</a> e no <a href="http://www.teatrosaladistar.com/ratoeiracenica" target="_blank">Ratoeira Cênica</a> muito pode ser encontrado a respeito desse intento artístico.</p>
<p>Mas o que eu gostaria mesmo é de republicar um texto que escrevi hoje, fresquinho, sobre minha experiência nesse projeto. Trata-se de uma quase crônica, uma reflexão.<span id="more-359"></span></p>
<p>Esse texto pode ser encontrado originalmente em <a href="http://teatrosaladistar.com/amamaia/frutos-espelho/sobre-nosso-acampamento-de-ferias">http://teatrosaladistar.com/amamaia/frutos-espelho/sobre-nosso-acampamento-de-ferias</a></p>
<p>Aí vai.</p>
<p>___</p>
<p>Estamos na penúltima apresentação do intento artístico mais divertido que o Teatro Saladistar já ousou fazer até hoje, e ainda não fiz uma reflexão sobre o masaico que se formou tão incrivelmente fascinante diante dos meus olhos.</p>
<p>Lembro que a redatora-sênior do Ratoeira Cênica, Enoe Lopes Pontes, me perguntou na <a href="http://teatrosaladistar.com/ratoeiracenica/reportagens/na-sala-com-o-saladistar" target="_blank">entrevista</a> que realizou para o Ratoeira Cênica com os quatro diretores do Ato de 4 Especial, qual era a minha sensação ao ver outras pessoas montando um texto que escrevi, posto que sou diretora também. De pronto respondi que aquela era, pra mim, a maior graça de todas dentro do projeto. Revelo agora que é mais do que uma graça, era um desejo antigo. Sim, eu queria ser escritora, blá, blá, blá. Todo mundo já sabe. Pois sim. Realizei-me.</p>
<p>Na estreia, eu ficava  seguidamente sem ar a curtíssimos intervalos de tempo. Que delícia ver um [mesmo] texto respirar outros aromas, outras formas, outras cores, outros ritmos. Ouvir outras vozes e olhares para aquilo que escrevi, ter a nítida e fabulosa percepção de que aquilo é realmente do mundo, que não pertence mais ao meu umbigo. Quando propus esse, como costumo dizer, acampamento de férias, já que após a realização desse projeto entraremos absolutamente de cabeça em um outro processo artístico de extrema necessidade de dedicação, sabia que seria uma grande celebração da coletividade. Seria colocar mesmo os confrades do Teatro Saladistar em movimento, e ainda agregar mais gente de teatro, promover novos Encontros, honrar o nosso <a href="http://www.teatrosaladistar.com/afago/manifesto" target="_blank">Manifesto</a>.</p>
<p>Talvez a maior de todas as satisfações seja atestar a verdade do meu coração mais uma vez. Há tantas primeiras vezes envolvidas nesse ‘Saladistar no Ato’ que. Tem a primeira assinatura de Victor Diomondes, meu fiel assistente de todas as horas, na direção. Tem a estreia de Jones Mota como diretor no Coletivo, algo que eu queria ver há muito tempo. Tem a primeira vez de Marie como confrade, tendo a oportunidade de construir suas próprias conclusões sobre a gente do Saladistar, à revelia de todo o folclore que nos ronda. E fizemos tudo com tanto prazer, com tanta leveza, com tanta fé. Não houve competição, mágoas, rusgas, nada. Não há outra palavra melhor pra definir o processo: diversão.</p>
<p>Ficamos ali, os quatro diretores, no quadradinho suspenso da técnica da Sala 5, com a ilustre companhia da Fabiana Maia (nossa super produtora) e Francisco Vilares (Chico, o [de longe] membro mais fantástico da equipe d’O Ato de 4) e vibramos tanto, brotam de nós sorrisos com tanta facilidade, curtimos imensamente as cenas que não são nossas, e são também. E fomos presenteados pelos Deuses do Teatro ao escolher a sequência perfeita. Quem for nos ver constatará que o encadeamento das versões é perfeito. A poética de cada um faz o todo tornar-se mesmo um imenso, colorido e sensual caleidoscópio.</p>
<p>E os atores? Alguns arredios, outros completamente dados às novidades, e todos dotados de uma honestidade, de um gozo ao interpretar aqueles personagens, de uma dedicação que. Sinto-me honrada. Verdadeiramente honrada por ouvir minha criação naquelas bocas, na pele com pele, nas gotas de suor e vinho, e whisky e por ter sido aceita para habitá-los naquele momento.</p>
<p>Estamos agora na metade do caminho. Hoje teremos mais uma apresentação e na semana que vem, a derradeira. Mas já há rumores de que nosso acampamento de férias voltará pelo menos uma vez ao ano. Faz muito bem arejar. E não tenho um pingo de medo de estar declaradamente feliz com o que conquistamos. Não me furtarei a registrar isso.</p>
<p>_____</p>
<p>É Fabiana Maia, tão importante, necessária e fundamental pra nós nesse intento artístico, quem adorna essa postagem, em foto de Izabella Valverde publicada no flickr do Ratoeira Cênica. Além de tudo, Fabiana Maia também é uma atuante do Núcleo Viansatã.</p>
<p>Pra quem quiser acompanhar o tumblr da minha versão d’O Jardim Secreto: <a href="http://www.umsofabranco.tumblr.com">http://www.umsofabranco.tumblr.com</a></p>
<p>Mais sobre O Jardim Secreto nesses links:</p>
<p><a href="http://teatrosaladistar.com/ratoeiracenica/noticias/divulgacao/ato-de-4-especial-o-jardim-secreto-nas-segundas-feiras-de-agosto-na-sala-5-da-escola-de-teatro">http://teatrosaladistar.com/ratoeiracenica/noticias/divulgacao/ato-de-4-especial-o-jardim-secreto-nas-segundas-feiras-de-agosto-na-sala-5-da-escola-de-teatro</a></p>
<p><a href="http://teatrosaladistar.com/ratoeiracenica/reportagens/na-sala-com-o-saladistar">http://teatrosaladistar.com/ratoeiracenica/reportagens/na-sala-com-o-saladistar</a></p>
<p>O álbum completo de Izabella Valverde no flickr do Ratoeira Cênica: <a title="http://www.flickr.com/photos/ratoeiracenica/sets/72157627472595574/" href="http://www.flickr.com/photos/ratoeiracenica/sets/72157627472595574/">http://www.flickr.com/photos/ratoeiracenica/sets/72157627472595574/</a></p>
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		<title>O que o Viansat&#227; anda fazendo?</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Aug 2011 14:59:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Amanda Maia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Baker Street 221B]]></category>
		<category><![CDATA[Teoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Aslan Grotowski Caetano Trotta Dudjerovic&#160; Lichte-Ficher Schechner Maia Artaud Eliade Bornheim Barone Cornago Fernandes Hackler Phelan Picon-Valin Lehmann Virmaux Pareyson Fischer Bédier Quilici Salles Roubine Mnouchkine Barba Coelho Cohen Pavis Brook Brown Marfuz Carlson Rice Wisnik Bürger Stein Pignatari Eco Mendes ___ Temporada de Estudos Teóricos do Núcleo Viansatã de Investigação Cênica – Ano 1]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="5"><a href="http://teatrosaladistar.com/grimorio/wp-content/uploads/2011/08/SH-800x529.jpg"><img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="SH (800x529)" border="0" alt="SH (800x529)" src="http://teatrosaladistar.com/grimorio/wp-content/uploads/2011/08/SH-800x529_thumb.jpg" width="800" height="530" /></a></font></p>
<p><font size="5">Aslan <font size="6">Grotowski</font> Caetano Trotta Dudjerovic&#160; Lichte-Ficher Schechner Maia <font size="7">Artaud</font> Eliade Bornheim Barone Cornago <font size="6">Fernandes</font> Hackler Phelan Picon-Valin <font size="7">Lehmann</font> Virmaux <font size="6">Pareyson</font> Fischer Bédier <font size="6">Quilici</font> Salles Roubine <font size="6">Mnouchkine</font> Barba Coelho Cohen Pavis <font size="6">Brook</font> Brown Marfuz Carlson Rice Wisnik Bürger Stein Pignatari Eco Mendes</font></p>
<p><font size="5">___</font></p>
<p><font size="3">Temporada de Estudos Teóricos do Núcleo Viansatã de Investigação Cênica – Ano 1</font></p>
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		<title>Exigia convite</title>
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		<pubDate>Mon, 30 May 2011 21:10:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Amanda Maia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Baker Street 221B]]></category>
		<category><![CDATA[Anne Rice]]></category>
		<category><![CDATA[Convite]]></category>
		<category><![CDATA[Morte]]></category>
		<category><![CDATA[Théâtre des Vampires]]></category>

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		<description><![CDATA[“Houve murmúrios na platéia. Era a Morte, em pé frente à platéia, a foice erguida: a Morte na orla de uma floresta escura. E algo em mim reagia como o público, não com medo, mas de modo humano, à magia daquele frágil cenário, ao mistério do mundo ali mostrado, o mundo no qual aquele vulto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://teatrosaladistar.com/grimorio/wp-content/uploads/2011/06/Carto-Armand.jpg"><img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="Cartão Armand" border="0" alt="Cartão Armand" src="http://teatrosaladistar.com/grimorio/wp-content/uploads/2011/06/Carto-Armand_thumb.jpg" width="670" height="448" /></a></p>
<p>“Houve murmúrios na platéia. Era a Morte, em pé frente à platéia, a foice erguida: a Morte na orla de uma floresta escura. E algo em mim reagia como o público, não com medo, mas de modo humano, à magia daquele frágil cenário, ao mistério do mundo ali mostrado, o mundo no qual aquele vulto se movia com seu manto negro e revolto, mostrando-se ao público com a graça de uma imensa pantera e provocando aqueles suspiros, aqueles sussurros e aqueles murmúrios reverentes.”</p>
<p align="right">Rice, Anne. Entrevista com o Vampiro. Rio de Janeiro, Rocco: 1992. p. 202&#160; </p>
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		<title>Mnouchkine e o tempo presente</title>
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		<pubDate>Thu, 19 May 2011 19:15:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Amanda Maia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Baker Street 221B]]></category>
		<category><![CDATA[Ariane Mnouchkine]]></category>
		<category><![CDATA[Ator]]></category>
		<category><![CDATA[Josette Féral]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa em Artes Cênicas]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa poética]]></category>
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		<category><![CDATA[Tempo Presente]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalho de Ator]]></category>

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		<description><![CDATA[Ariane Mnouchkine, minha musa encenadora, coloca o tempo presente no teatro na direção que desejamos seguir em nossa poética, para atender à inspiração artaudiana. Atuar no presente é uma das tarefas mais árduas que se apresenta ao ator. O olhar entrega imediatamente essa habilidade, ou não. Esse elemento se somará à prática do Viansatã, será [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: Georgia; font-size: small;"><em><a href="http://teatrosaladistar.com/grimorio/wp-content/uploads/2011/05/Tempo-que-flui.jpg"><img style="background-image: none; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; padding-top: 0px; border: 0px;" title="Tempo que flui" src="http://teatrosaladistar.com/grimorio/wp-content/uploads/2011/05/Tempo-que-flui_thumb.jpg" border="0" alt="Tempo que flui" width="367" height="550" /></a></em></span></p>
<p><span style="font-family: Georgia; font-size: small;"><em>Ariane Mnouchkine, minha musa encenadora, coloca o tempo presente no teatro na direção que desejamos seguir em nossa poética, para atender à inspiração artaudiana. Atuar no presente é uma das tarefas mais árduas que se apresenta ao ator.<span id="more-333"></span> O olhar entrega imediatamente essa habilidade, ou não. </em></span><span style="font-family: Georgia; font-size: small;"><em>Esse elemento se somará à prática do Viansatã, será perseguido como um de nossos ideais. Parece óbvio. Se desejamos entregar ao espectador uma experiência, o presente sempre estará envolvido em sua totalidade. Mas não foi assim que fomos ensinados. Será necessário reaprender, e as palavras de Mnouchkine são absolutamente preciosas.</em></span></p>
<p><span style="font-family: Georgia; font-size: small;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Georgia; font-size: small;"><strong>Gostaria de ouvir você falar sobre o estado de presença e o “estar no presente”. Acho que você diferencia essas duas noções. Qual distinção você faz? Pode-se dizer que a presença é passível de ser trabalhada?</strong></span></p>
<p><span style="font-family: Georgia; font-size: small;"> </span></p>
<blockquote><p><span style="font-family: Georgia; font-size: small;">“Acredito que sim. Quando, no trabalho, digo não se está suficientemente <em>no presente</em> isso nada tem a ver com o que você chama de “presença”. Na França se diz: “Tal ator tem presença” ou, então, “tal ator não tem”. Se ele não tiver presença, então não é um ator. (Risos.) É muito chato um ator que não tem presença. É uma ausência, na verdade. (Risos.) Um ator que age, quer dizer, que atua e que está no presente, obviamente tem presença. Aliás, não é ele que tem presença. É a personagem que, naquele momento, tem presença.</span></p>
<p><span style="font-family: Georgia; font-size: small;">É por isso que não gosto muito dessa expressão bem parisiense que diz “tal ator tem uma presença formidável”. Se ele tiver presença demais, também não é bom, porque, então, o que fazer com a presença de Agamêmnon? Portanto, falar da presença tornou-se um jargão profissional, corporativo, que não é necessariamente justo.</span></p>
<p><span style="font-family: Georgia; font-size: small;">O que dizemos é o seguinte: o teatro é aqui, agora, de verdade, imediatamente. São pequenas regras que nos colocamos. O teatro é aqui, quer dizer que se estiver em Verona, na manã do casamento de X, é lá que se está, não em outro lugar, nem ontem.</span></p>
<p><span style="font-family: Georgia; font-size: small;">Os jovens atores que leram mal Stanislavski, ou a quem talvez nem sempre se tenha ensinado direito, fazem tantas perguntas que, quando entram em cena, eles carregam tantas coisas do passado que se esquecem de atuar no presente. Estar no presente é estar no presente de cada palavra e não no verso seguinte, na réplica seguinte, uma vez que a réplica seguinte, na verdade, ainda não foi escrita.</span></p>
<p><span style="font-family: Georgia; font-size: small;">Num dado momento, fizemos um pequeno exercício: deissemo-nos que trabalharíamos a peça toda como se ela tivesse sido escrita por nós, quer dizer, no desconhecido, na descoberta absoluta.</span></p>
<p><span style="font-family: Georgia; font-size: small;">Para fugir daquilo que diríamos dali a pouco, ou daquilo que iriam nos dizer, uma vez que não sabemos, será preciso <em>escutar.</em></span></p>
<p><span style="font-family: Georgia; font-size: small;">Então, estar no presente é isso. E esse é o nosso método. Percebemos que, nos grandes textos antigos ou modernos, se não estivermos presentes, ficamos superficiais. Privamo-nos, assim, de uma infinidade de emoções a que chamamos de <em>estados.</em></span></p>
<p><span style="font-family: Georgia; font-size: small;">Se lermos quinze versos do coro de Ésquilo ou quinze versos de Shakespeare, perceberemos que é como um céu carregado, quer dizer, há um momento em que há o desespero e depois, de repente, há o esquecimento desse desespero porque existe uma imensa esperança e, em seguida, repentinamente, passamos a uma cólera assassina e, depois, vem novamente o desespero. É preciso estar absolutamente <em>no presente</em> para poder representar tudo isso. Não se representam duas emoções ao mesmo tempo; algumas vezes atuamos de modo extremamente rápido, mas uma emoção após a outra. Isso é o presente.”</span></p></blockquote>
<p><span style="font-family: Georgia; font-size: small;">Trecho do livro “Encontros com Ariane Mnouchkine – Erguendo um monumento ao efêmero” de Josette Féral.</span></p>
<p><span style="font-family: Georgia; font-size: small;">Neste ponto ela, Mnouchkine, responde a uma pergunta de Diane Dubeau, do Departamento de Teatro da UQAM – Universidade de Quebec em Montreal.</span></p>
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		<title>Dez dias</title>
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		<pubDate>Wed, 18 May 2011 22:12:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Amanda Maia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Osso em ouro]]></category>
		<category><![CDATA[Ano 2]]></category>
		<category><![CDATA[Criação Compartilhada]]></category>
		<category><![CDATA[Experimento cênico]]></category>
		<category><![CDATA[Núcleo de Investigação]]></category>
		<category><![CDATA[Processo]]></category>
		<category><![CDATA[Théâtre des Vampires]]></category>
		<category><![CDATA[Théâtre des Vampires: Confissão]]></category>
		<category><![CDATA[Viansatã]]></category>

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		<description><![CDATA[Ontem terminei a dramaturgia do 2o Experimento do Viansatã. O primeiro do nosso Ano 2. Na verdade, um roteiro de encenação para as confissões criadas pelos atuantes. Tenho duas sensações distintas dançando um tango dos infernos. A primeira é melancólica, nostálgica, de uma tristeza doce. Estamos nos despedindo dos Malditos que estudamos por muitos, muitos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://teatrosaladistar.com/grimorio/wp-content/uploads/2011/05/tutankamon.jpg"><img style="background-image: none; border-right-width: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; padding-top: 0px" title="tutankamon" border="0" alt="tutankamon" src="http://teatrosaladistar.com/grimorio/wp-content/uploads/2011/05/tutankamon_thumb.jpg" width="571" height="428" /></a></p>
<p>Ontem terminei a dramaturgia do 2<sup>o</sup> Experimento do Viansatã. O primeiro do nosso Ano 2. Na verdade, um roteiro de encenação para as confissões criadas pelos atuantes. Tenho duas sensações distintas dançando um tango dos infernos.</p>
<p><span id="more-321"></span>
<p> A primeira é melancólica, nostálgica, de uma tristeza doce. Estamos nos despedindo dos Malditos que estudamos por muitos, muitos meses. A segunda é viva, agitada, capaz de disparar o coração retumbantemente. Chegamos a um ponto de imensa maturidade na Criação Compartilhada. Dessa vez andamos devagar para ir mais rápido, a tecitura desse experimento foi imensamente lenta, o Caos agiu com toda a sua fúria, não foram poucas as vezes em que eles, e eu, sentimo-nos perdidos quanto a onde chegar. É de um gigantesco contentamento a percepção de que as palavras de adeus foram urdidas por cada um dos atuantes, numa poesia de absoluta sinceridade, e de extrema beleza.</p>
<p>De certo ainda há, em paralelo, um desespero crescente em vista do exíguo tempo que nos resta para deixar de pé nosso tento. Com o Viansatã nada é pequeno, mesmo que as primeiras intenções sejam essas. Sorrateiramente as proporções vão mudando, e a sempre uma avalanche de demandas para fincar no chão. Contudo, esse medo que impulsiona pra frente já é condição familiar. Um tanto, sabotadora, mas familiar.</p>
<p>Acredito que aqueles que experimentaram conosco a primeira vez, perceberão uma maturidade conquistada no campo de batalha. De Janeiro pra cá, nosso Ano 2 até então, o Núcleo não teve quase um dia de calmaria. Nesse sentido, será maravilhosa a inclusão dessa nova camada de Confissão, dando lugar ao desabafo do processo, à despedida completa, ao fechamento de um ciclo. Desta vez há palavras-hieroglifos para dentro, que conectarão todos ao pulsar do sangue que colocamos em nosso caminho. Haverá o esviscerar de nossa íntima danação.</p>
<p>Estão todos convidados.</p>
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